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Colunistas

Falar Português (de Portugal)

Com recurso a expressões e trocadilhos populares portugueses

15/10/2017 - 12:08:03
José Luís de Castro

Sou um imigrante Português, atualmente a residir na cidade de Videira/SC - Brasil, na companhia da minha familia e amigos videirenses que, muito bem, me receberam e acolheram. Sou, ao mesmo tempo, um ‘Vira-Casacas’ ou um ‘Troca-Tintas’ para os entes mais queridos que deixei em Lisboa, no Alentejo e na minha Pátria amada, desde que saí do País e vim para cá!

Antes de ‘ir desta para melhor’, vou ‘dar com a língua nos dentes’ e ficar com ‘a botija na boca’ ou ser apanhado com ‘a faca e o queijo na mão’, com uma ‘perna às costas’ e em jeito de brincadeira, quero aqui falar-vos um pouco (de e) na nossa língua comum – o Português –, abusando de expressões e trocadilhos linguísticos populares, empregues em várias regiões de Portugal, e que muito refletem, sem ‘sacudir a água do capote’, a máxima de que a vida é para ser vivida, partilhada e pensada, sem receios ou subterfúgios e, como sempre e sabiamente dizia o humorista português Raul Solnado: “Façam o favor de serem felizes!”

‘Tirem o cavalinho da chuva’ os que julgam que eu sou um ‘troca-tintas’ ou um ‘vira casacas’, na vida ou na política que assumo (ser de direita e com elevado sentido liberal) pois não é da minha índole, educação e formação andar aqui a ‘brincar com os meus botões’ sem motivo algum ou por-me a ‘chorar sobre o leite derramado’ seja sobre o que for.

Quando procuro defender uma posição, é porque – admito-o – fico com um certo ‘bicho de carpinteiro’ ou com ‘macaquinhos na cabeça’, essencialmente quando diz respeito a assuntos da Justiça, da Política, do Futebol, ou outras matérias de interesse geral, onde particularmente me empenho por encontrar ‘uma agulha no palheiro’ ou ajudar a resolver e a tirar ‘uma pedra no sapato’ das pessoas.

O problema é que, certas vezes divulgo as minhas opiniões (sociais e políticas), sem qualquer ataque pessoal ou partidário, e, ainda assim, logo surgem alguns que ficam ‘a bater com a cabeça nas paredes’ ou com certo ‘aperto no coração’ e ‘vontade de arrancar cabelos’, por alguma questão ou posição que tenha porventura defendido e que os tocou sobremaneira (mesmo sem ser, de todo, essa a minha intenção).

Os mais afetados ficarão, certamente, ‘com uma cara de caso’ ou ‘com a cabeça nas nuvens’, ou mesmo tipo ‘baratas tontas’ a pensarem quem sou eu para estar aqui a defender e a emitir opiniões sobre situações que pouco ou nada me dizem respeito.

Acontece que – como creio que sucede com todas as pessoas (que não se considerem ‘donos da razão’) –, em conversas tidas com amigos, conhecidos ou pessoas novas que conheço ao longo da vida, e de leituras que faço, é muito frequente ser despertado para assuntos e matérias que ainda não tinha pensado ou refletido, nalguns casos, levam-me a ‘tirar do sério’ – como nas injustiças do mundo atual – e a pretender colocá-las em pequenos escritos de opinião ‘sem papas na língua’, contribuindo, assim, para a solução das mesmas, de forma pacifica e consensual.

Com as injustiças no Mundo, usualmente fico ‘de trombas’ e ‘nos azeites’, grito e ‘trepo às paredes’, na tentativa de encontrar soluções. Algumas vezes, posso até por ‘a pata na poça’, mas depois acho que, talvez seja porque, ‘acordei com os pés de fora’, estava a fazer ‘uma tempestade num copo de água’ ou ‘trinta por uma linha’ sem razão que justifique esse meu comportamento. Noutros casos, procuro fazer ‘vista grossa’, na esperança de ‘acertar agulhas’ e ‘pôr os pontos nos is’, sem necessidade de ser ‘pão, pão, queijo, queijo’ ou ‘pardais ao ninho’.

Fico, perante as notícias da atual corrupção política e econômica ‘com os pés para a cova’ e só me apetece mandá-los (aos corruptos) ‘pendurar as botas’ e que vão ‘pentear macacos’, ‘dar uma volta ao bilhar grande’ ou que ‘vão chatear o Camões’, mas é trabalhar ‘no molhado’ ou ‘o mesmo que falar para a parede’, pois eles não estão nem aí!

Caraças, ‘levei a peito’ a questão da política brasileira atual e até já ‘fui aos arames’. Eu sei que, por vezes, posso até ‘meter os pés pelas mãos’ e ‘fazer tudo à balda’. Posso até ser ‘cabeça de alho chocho’ e ‘andar com a cabeça nas nuvens’ mas, francamente, não ia meter o ‘rabo entre as pernas’, ‘nem que a vaca tossisse’, perante tamanho roubo ao povo brasileiro.

‘Pus a cabeça em água’ para melhor refletir o assunto e não ficar ‘a pensar na morte da bezerra’. Caí das nuvens e sem ‘paninhos quentes’ passei a política brasileira ‘a pente fino’, e percebi que, muitos da atualidade, tinham ‘trocado alhos por bugalhos’, estavam ou estão ‘de mãos atadas’ e devem ‘baixar a bolinha’ e ‘andar de fininho’, senão ainda pode sobrar para eles – no final, dependem sempre do voto.

‘Engolir sapos’, todos os políticos o fazem – é o dia a dia deles –, mas agora agarrarem ‘com unhas e dentes’, ‘darem o braço a torcer’ e ‘descalçarem a bota’ é que, parece, não ser para todos.

Não gosto muito do ‘vira o disco e toca o mesmo’, de ‘uma mão lava à outra e as duas lavam as orelhas’ se é que me entendem, mas mais parece que, muitos políticos da atualidade, ‘estão-se nas tintas’ e ‘à sombra da bananeira’ a aguardar por melhores ventos.

Não me deixo levar ou ‘comprar gato por lebre’, a experiência faz-me ficar ‘com a pulga atrás da orelha’, estou sempre alerta e ‘a pau’ antes de ‘estar feito ao bife’. Pus mãos à obra, tentei ‘fazer um negócio da China’ e ‘bati na mesma tecla’ vezes e vezes sem conta, como ‘um parvo que aqui anda’ (a pensar no Mundo e no Brasil). Alguns pensarão ‘anda um Pai a criar um filho para isto’, podem até ter alguma razão, mas tal afirmação somente a admito ao meu Pai.

‘Água pela barba!’ ainda vai ter muito na Operação Lava Jato (e não só), pelo que não é necessário andar por aí a ‘apregoar aos sete ventos’ que estes ou aqueles vão ser presos ou que eles são ‘donos e os senhores da razão’, porque, no final da história, muitos brasileiros (ainda) acreditam que “tudo vira pissa” – e estes são também eleitores nas próximas eleições.

‘Dados lançados’, ‘cartas na mesa’, ‘coisas do arco da velha’. E, sem ‘dar com o nariz na porta’ ou para não pensarem que ‘o gato comeu-lhe e língua’, saio deste assunto com ‘pés de lã’, ‘de fininho’, até porque não sou político (nem pretendo ser e) sequer participarei nas próximas eleições no Brasil.

Esta é a minha opinião, possivelmente errada ou enviesada, mas sincera e acima de tudo espero que apreciem as expressões e trocadilhos portugueses acima deixados (entre ‘’ e em itálico), pois esse foi (e é) o principal motivo deste escrito.

Fiquem bem e com Deus, e façam o favor de serem felizes!

José Luís de Castro.

José Luís de Castro

Advogado / Lawyer and Senior International Advisor (especialista em Direito Europeu e Direito Público e da Energia)

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