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Colunistas

É possível controlar o comportamento humano?

E você leitor, consegue perceber o quanto isso é real? E o quanto é importante para nossas vidas em grupo?

30/10/2016 - 16:05:41
Karen Rayany Ródio

A Psicologia em sua gama de autores, conta com um em particular que acreditava na possibilidade de controlar e influenciar o comportamento das pessoas. Responsável pelos primeiros estudos da Psicologia experimental, Skinner propôs por meio da abordagem behaviorista que o comportamento poderia ser controlado através de estímulos reforçadores ou aversivos.

Em síntese, acreditava que os seres humanos seguem padrões de comportamento com base no que lhes estimula a realizar novamente um comportamento ou a não. Como toda teoria científica Skinner fundamenta seus estudos e propõe que um grupo exerce certo controle ético sobre cada um dos seus membros.

Segundo este autor, o governo é um dos principais controladores da população, utilizando-se de outros subgrupos como a polícia para fazer cumprir suas regras, definindo comportamentos como legais e ilegais.  Todo comportamento que traz consequências negativas a sociedade é considerado pelo governo como ilegal.

Existem regras de conduta no sentido de especificar consequências de certas ações que “reagem” o comportamento. Segundo o autor: Um homem é punido para que seja menos provável que se comporte mal no futuro, e para que outros homens sejam desencorajados a emitir comportamentos semelhantes.

E você leitor, consegue perceber o quanto isso é real? E o quanto é importante para nossas vidas em grupo?

Pensemos na questão da perturbação do trabalho e sossego alheio, a Policia Militar divulgou recentemente um comunicado explicando que a necessidade humana de permanecer vivenciando em grupos, apresenta vantagens a sociedade, mas também problemas de convivência causadas muitas vezes por vizinhos.

Entende-se que quando a sociedade passa de um certo limite as agências responsáveis por manter a ordem precisam tomar medidas mais severas, o exemplo acima ilustra exatamente o que Skinner já explicava no início do século XX.

Outra agência controladora segundo o autor é a religião, que caracteriza comportamentos como morais e imorais, influenciando seu grupo a se comportar de determinada forma, em virtude de certas recompensas ou castigos, como o céu ou o inferno.

O controle econômico, a mídia, a escola, os pais, etc. São inúmeras as fontes de controle com as quais nos deparamos diariamente, sem muitas vezes perceber o quanto somos controlados. Frequentamos locais que todos frequentam, consumimos produtos que todos consomem, utilizamos as roupas da moda.

Nesse momento você pode estar se questionando “Mas isso é bom?”

E eu lhe diria: Depende! Se você consegue interpretar o quanto essas influências lhe fazem bem ou mal, lhe causam sofrimento ou não, elas são boas. Porém se você se sente pressionado a realizar certas atividades que lhe causam dor e sofrimento, com toda certeza não estão lhe fazendo bem.

Existem pessoas que precisam de prazos e controles para realizar cada atividade, outras não. Qual é o seu perfil? Existem pessoas que ainda hoje utilizam cinto de segurança para evitar a multa que podem receber, existem outras que nasceram sabendo que o uso de cinto de segurança é obrigatório, mas utilizam por saber da sua necessidade para sua proteção. Existem pessoas que simplesmente não conseguem chegar na hora marcada para um compromisso, enquanto outras compareceram minutos antes.

Somos pessoas que convivem em sociedade, compramos, vendemos, oferecemos serviços, frequentamos uma religião (ou não), temos crenças e respeitamos leis.

Pense e avalie o quanto isso tem influência no seu dia-a-dia, o quanto facilita e o quanto você é refém de regras.

Karen Rayany Ródio

Psicóloga, pós graduada em Psicologia Clínica. Apaixonada pela profissão e por seus diversos contextos.
Atualmente desenvolvendo atividades organizacionais, clínicas e de docência.

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