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Por que aceitar e cumprir regras?

Há regras sociais, que não estão escritas, mas fazem parte da convivência

04/06/2016 - 23:36:28
Karen Rayany Ródio

A todo momento e ao realizar praticamente todos as atividades diárias, cumprimos regras. Muito se fala em disciplina, mas disciplina não significa apenas obedecer a regras e sim entender a diferença básica entre o certo e o errado, sendo assim realizaríamos as atividades de tal forma mesmo não existindo uma regra.

Por que então elas existem?

Existem pela necessidade de limitar fronteiras que demarcam o que é permitido ou possível fazer e o que não é (WEBER, 2013).

Existem limites naturais, como por exemplo não poder estar em dois lugares ao mesmo tempo! Existem limites biológicos, como sentir-se mal com o excesso de comida. Limites colocados pela sociedade, como não poder estacionar na garagem do vizinho, apenas pelo fato de ser mais segura do que a sua. Outros são colocados pela família, como regras internas, condições para um bom convívio.

Há regras legais, apresentadas pelas agências oficiais de governo como, por exemplo, se você ultrapassar a velocidade tal, receberá uma multa. Há regras sociais, que não estão escritas, mas fazem parte da convivência: é interessante dizer “por favor” e “obrigado”, pois mostra respeito para com o outro e consequentemente os outros vão achar esta pessoa educada e simpática (WEBER, 2013).

Porém muitas das regras são mutáveis, os limites naturais muitas vezes são descaracterizados com inovações tecnológicas, andar sobre as águas por exemplo, não é fisicamente possível, mas podemos navegar, desde que tenhamos equipamentos adequados para tal. Limites sociais também são moldáveis, o limite de velocidade pode ser alterado, a exigência de equipamentos de segurança pode ser extinta, entre outros fatores. As regras familiares também são mutáveis, tratar os pais formalmente era comum a geração dos nossos pais, não cumprir tal regra poderia ocasionar uma punição física, o que não ocorre mais, na maior parte das famílias.

Porém assim como equipamentos de segurança, como o extintor por exemplo, continuam sendo úteis, mesmo sem ser obrigatório, tratar os pais por senhor (a) também continua sendo praticável. Isso quer dizer que mesmo não existindo uma regra, muitas pessoas continuam a praticar tais atos.

Por quê?

Existem regras pessoais, em que certos comportamentos são colocados em uma escala de valor, por exemplo, considerar algo bom ou ruim. As pessoas que consideram bom possuir um extintor provavelmente continuaram a trocá-los quando estiverem vencidos. A maior parte das pessoas considera bom tomar banho diariamente e o faz mesmo sem existir uma obrigatoriedade.

Cada família decide o que é fundamentalmente importante, o que é negociável e o que é não negociável, espera-se que exista um pouco de lógica e bom senso na criação de tais valores. Uma família não deve ser um quartel, onde os pais passem a maior parte do tempo apresentando regras e ordens inquestionáveis. Alguns comportamentos obviamente não podem ser tolerados, mas outros podem ser decididos pela família, tal como em que horário tomar banho, quantos dias por semana comer doces, quem é responsável por lavar as louças ou as roupas.

As regras existem para permitir que as pessoas convivam bem em sociedade, são a base. São restrições, e restrições também são boas porque dão segurança. Se você está descendo uma escada íngreme, você gosta que exista um corrimão para lhe dar apoio e segurança, não é? Cumprimos as regras ou porque respeitamos a pessoa que nos ensinou a agir daquela forma, pais ou professores na maioria das vezes, ou porque vivenciamos algum perigo em não cumpri-las. Eis o exemplo sobre atravessar a rua, olhamos para os dois lados como nossos pais nos ensinaram, certamente poucas pessoas precisaram ser atropeladas para aprender a respeitar tal regra, porém quantos de nós precisou passar mal para aprender a não exagerar em comidas ou bebidas?

Quando você aprende regras claras de maneira consistente, aprende a estruturar e direcionar suas ações, com o passar do tempo, as pessoas tornam-se capazes de orientarem-se para si mesmas, “eu preciso olhar para os dois lados antes de atravessar a rua” e passaram a controlar o seu próprio comportamento. É o que se chama em Psicologia de “autorregras” (WEBER, 2013).

Isso ocorre diariamente sem com que percebamos. Caso você esteja buscando conquistar algo e para tal precise mudar alguns hábitos ou sair da sua zona de conforto, provavelmente precise reestruturar suas autorregras.

Karen Rayany Ródio

Psicóloga, pós graduada em Psicologia Clínica. Apaixonada pela profissão e por seus diversos contextos.
Atualmente desenvolvendo atividades organizacionais, clínicas e de docência.

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