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Colunistas

Como você encara as mudanças?

Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

20/02/2016 - 10:21:59
Karen Rayany Ródio

Existem pessoas com grande dificuldade para aceitar mudanças, sendo assim dificilmente permitem-se realizar algo novo. Enquanto outras pessoas sentem-se extremamente motivadas frente a coisas novas. Em qual desses grupos você se encontra? 

Existe um meio termo, sempre existe. Algo chamado equilíbrio!

Quando nos encaixamos em um dos extremos precisamos estar dispostos a encarar os pontos positivos e negativos. Entre os pontos positivos de ansiar pelas mudanças a todo momento, existe a disponibilidade para conhecer o novo, muitas oportunidades tendem a ser aproveitadas, muitos lugares conhecidos e muitas pessoas acrescidas em um rol de pessoas especiais. Entre os pontos negativos a frustração quando obrigados a permanecer em um mesmo local e a dificuldade em realizar coisas rotineiras.

Pessoas resistentes a mudanças são normalmente aquelas que permanecem nos empregos por muitos anos, os relacionamentos mesmo com dificuldades são mantidos, são pessoas amantes da rotina. Quando algo não vai bem frustram-se mas acreditam que as coisas podem melhorar com o tempo e mantem seu cotidiano, fazem valer os benefícios de conhecer cada aspecto de seus ambientes rotineiros.

Algumas pessoas não gostam de mudanças, mas quando se fazem necessárias as encaram e dão continuidade normalmente a suas vidas. Outras, porém, associada a essa dificuldade, encarar situações novas, possuem algo chamado na literatura psicológica de “Complexo de Jonas”. O teórico Maslow, fez referência a uma história bíblica onde o profeta Jonas, foi chamado por Deus e enviado a uma missão a qual recusou por sentir-se incapaz de realizá-la. 

O teórico passou então a utilizar tal terminologia para definir pessoas que além de possuir medo de mudanças, não acreditam em suas capacidades, tem medo do sucesso. Medo de ser diferente das pessoas próximas, medo se destacar e ser rejeitado; Essas pessoas preferem renunciar à originalidade e viver em sua zona de conforto, ciente de que aquele é o seu destino, contente com as coisas como estão. 

Existem estudos que revelam aspectos da baixa autoestima associados ao Complexo de Jonas, especialmente quando a estrutura familiar apresenta “tradições” de menosprezo aos “diferentes”, aos que se destacam. Ao aceitar o modelo, a personalidade forma-se com indicativos de que mesmo possuindo oportunidades de crescimento, o correto é que a própria pessoa negue-se a aproveitá-las, a tendência é sabotar-se até o fracasso e então afirmar: Não sou realmente merecedor (a) de tal oportunidade, não sou capaz.

Se você se identificou, lembre-se: Sempre é tempo de mudar, desde que você realmente busque a mudança. Acredite em seu potencial, acredite que pode fazer algo melhor e ser reconhecido por fazê-lo.

Não está conseguindo sozinho? Busque ajuda, seja humilde em assumir seus pontos fracos e entusiasta ao permitir a sociedade conhecer seus pontos fortes. Divida seus talentos, seja um multiplicador. 

A maior falta de sorte que pode existir é não se permitir aceitar as oportunidades! Como diria Lulu Santos: Vamos nos Permitir! Acredite em seu potencial, acredite em seus talentos!

Karen Rayany Ródio

Psicóloga, pós graduada em Psicologia Clínica. Apaixonada pela profissão e por seus diversos contextos.
Atualmente desenvolvendo atividades organizacionais, clínicas e de docência.

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