Youtube Twitter Facebook Instagram

Quinta-Feira - 23.05.2019

De hoje a sexta-feira encoberto com chuva e vento forte em SC


MÍNIMA: 15º - MÁXIMA: 20º

Diário Rio do Peixe

Quinta-Feira - 23.05.2019

De hoje a sexta-feira encoberto com chuva e vento forte em SC


MÍNIMA: 15º - MÁXIMA: 20º

Colunistas

SC não pode pagar a conta da incompetência

De cada R$ 100,00 gasto pelo hospital Maicé com os usuários do SUS o hospital tem que desembolsar R$ 33,00. Uma boa questão para o governador Raimundo Colombo responder na sua palestra hoje.

17/09/2015 - 14:40:38 - Atualizada em 17/09/2015 - 14:47:59
Osni Ribeiro Mello

Em um momento que o governo federal propõe novo aumento de impostos para estancar a crise, inclusive com o ressurgimento da CPMF, os números mostram que Santa Catarina já paga à União mais de 10 vezes aquilo que recebe de volta para investimentos, uma situação insustentável e que impede o desenvolvimento do Estado.

O Fórum Industrial Sul, por exemplo, formado pelas Federações das Indústrias dos três Estados da Região Sul, divulgou nos últimos dias um relatório que propõe obras de infraestrutura de transporte necessárias atualmente no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, nos modais rodoviário, aquaviário, ferroviário e aeroviário.

A conclusão do estudo é drástica: Santa Catarina arrecada em impostos para a União quase três vezes mais do que os R$ 14,9 bilhões estimados para todas as obras de infraestrutura sugeridas para o período entre 2016 e 2019, porém recebe de volta menos de 6% daquilo que paga e cerca de 15% do que precisaria para tirá-las do papel.

"É um escárnio, uma vergonha. Não há argumentos para defender estes números, muito menos a criação de mais impostos para a população. Santa Catarina é absurdamente prejudicada pois tem uma indústria muito forte, que arrecada muito, mas recebe migalhas de volta do governo federal", criticou o deputado estadual Marcos Vieira, presidente do PSDB-SC.

"Enquanto somos convocados a mais uma vez pagarmos a conta da incompetência do governo do PT, temos dezenas de demandas por todo o Estado, algumas gravíssimas como a BR-282 em alguns trechos do Extremo-Oeste, uma situação caótica que há anos é tratada à base de operações tapa-buraco", concluiu o deputado.

Marcos Vieira ainda lembra que algumas obras levantadas pelo estudo das Federações Industriais se arrastam há anos, como por exemplo a duplicação da BR-470, no Vale do Itajaí, e que já teve a previsão adiada mais uma vez recentemente pelo governo federal para 2022. Outras têm custo estimado baixo diante da importância, caso por exemplo da travessia urbana do município de Maravilha (R$ 10,5 milhões), mas nem assim saem do papel. "É muita inoperância por parte desse governo. Nem obras aparentemente simples e que teriam enorme importância para nossa população são concluídas ou levam uma eternidade para ser", ressaltou o tucano.

O deputado ainda defendeu uma maior pressão por parte da sociedade para que o Estado não seja tão prejudicado nestas questões. "Santa Catarina insiste em crescer, mesmo diante de tantos impedimentos impostos pelo governo federal, e temos demandas urgentes em todos os modais de transporte: rodovias sucateadas, portos e aeroportos que precisam de ampliação urgente, ferrovias que solucionariam muitos dos problemas atuais, mas não saem do papel. E como nos comprova o estudo, o Estado arrecada mais do que o suficiente para isso tudo, porém a contrapartida da União é vergonhosa e nos impede de atingir os objetivos. E é esse governo que agora vem nos exigir ainda mais impostos", finalizou Marcou Vieira.

Déficit do hospital Maicé

De acordo com o contabilista Claudinei Bertotto, do Conselho Consultivo do Hospital Maicé, o déficit da entidade hoje é superior a R$ 150 mil por mês. Claudinei revelou que o déficit chegou a ser de R$ 50 mil (médio), mas com o aumento da energia elétrica, salários, remédios e mais a crise, o faturamento reduziu para aproximadamente R$ 1,75 milhão e o custeio de todas as contas para cerca de R$ 1,9 milhão. Claudinei observou que pode ser estranho continuar fazendo obras se o hospital está com problemas de caixa, mas ele explicou que as obras vão possibilitar o hospital passar do nível 2 para o nível 3 de complexidade, o que aumenta os recursos provenientes do SUS. Para recordar quando o Conselho Consultivo entrou no hospital o déficit era de R$ 500 mil mensais.

Muitas promessas e poucos recursos

Claudinei Bertotto também revelou durante a palavra livre que de todos os recursos prometidos pelos políticos para o Maicé, até o momento o hospital recebeu apenas R$ 960 mil. As demais promessas: R$ 500 mil do deputado estadual Valdir Cobalchini (PMDB), outros R$ 700 mil que seriam doados pela Prefeitura de Caçador e pela Câmara de Vereadores, R$ 6 milhões do deputado Celso Maldaner e mais R$ 2,85 milhões anunciados pelo prefeito Beto Comazzetto (PMDB), ainda não vieram. Por isso as obras da Unidade Coronariana, que dependiam destes recursos, foram paralisadas.

Chega de demagogia

O presidente do Conselho Consultivo Leonir Tesser afirmou durante a palavra livre na Câmara de Vereadores que é precisa dar um basta na demagogia e partir para a ação pois as pessoas estão morrendo por falta de condições de atendimento do hospital. “Colegas dos vereadores estão morrendo por falta de recursos”, observou Tesser, afirmando que a maioria das obras realizadas até hoje no hospital foram feitas com as doações de empresários e pessoas. Apenas uma empresa doou R$ 1 milhão, e com esse recurso vão dar início das obras da emergência.

Cursos gratuitos

A FIESC através do SESI visando estimular a competitividade no mercado catarinense está oferecendo através da Educação Corporativa diversos cursos gratuitos para os trabalhadores das indústrias. Os cursos acontecerão no SESI de Caçador das 13h30min às 17h30min. Em Caçador o primeiro curso será realizado dia 30 de setembro sobre Gerenciamento do Estresse. Dia 03 de novembro será realizado o curso sobre Ergonomia e dia 25 de novembro curso sobre Significado do Trabalho: Visão Sistêmica e Motivação. Reserva de Vagas e Inscrições: (49) 3531-3622 com Miria ou Samanta ou via e-mail miria.rostirola@sesisc.org.br

O petróleo é nosso

A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior atingiu 2,88 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em agosto, aumento de 3,1 por cento em relação a julho, o maior volume produzido na história da companhia, com o crescimento da produção do pré-sal e a retomada de plataformas que estavam em manutenção. Com aumento de 4,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A produção superou em 0,8% o recorde anterior de 2,86 milhões de dezembro de 2014. Com isso a produção de petróleo da companhia no Brasil, que responde pela maior parte do total, somou 2,21 milhões de barris/dia, alta de 3% ante o mês anterior e de 5% na comparação com agosto de 2014.

Osni Ribeiro Mello

Olá, eu sou Osni Ribeiro Mello, jornalista, administrador de empresas e Engenheiro Civil. Depois de ter passado pelos jornais: Gazeta Sul, Folha da Cidade e Informe e por todas as editorias. Atividades que consumiram 15 anos de minha vida e me deram muita experiência, resolvi que muito mais que dar a notícia eu apontaria os erros e as soluções. Pronto, virei colunista e instantaneamente odiado por escrever demais. De qualquer forma o portal www.diarioriodopeixe.com.br e o Jornal Extra resolveram apostar numa coluna de informações políticas e aqui estou tentando consertar o mundo e levando as notícias com uma pitada de humor e senso critico. Também mantenho o osnirmello.blogspot.com.br, blog onde divulgo as ideias que podem mudar o nosso mundo, ou não.

Espalhe essa coluna:

© 2011 - 2019. Todos os direito reservados a Editora Rio do Peixe.