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Nós cristãos vivemos de Cristo

Que a Sagrada Família nos inspire esse jeito simples, devoto e humilde de ser cristão

08/07/2015 - 14:12:46 - Atualizada em 08/07/2015 - 22:19:55
Dom Frei Severino Clasen

  Vivemos cercados pela cultura cristã. O nosso jeito de conceber a vida, de valorizar as criaturas, o jeito de alimentar a nossa fé e nossa devoção religiosa na Igreja e na sociedade partem do Evangelho de Jesus Cristo. Somos cristãos em todo lugar onde pisamos, nos movemos e somos.

  A Igreja no Brasil tem como plano de ação para os próximos quatro anos as Diretrizes aprovadas na última Assembleia Geral que aconteceu em abril desse ano.

  No primeiro capítulo das Diretrizes temos o ponto de partida. Toda a nossa ação é significativa quando está totalmente envolvida na mensagem e nos ensinamentos do mestre de Nazaré que deu sua vida para o nosso bem. Toda a ação da Igreja parte de Jesus Cristo.

  “Jesus Cristo é a fonte de tudo o que a Igreja é e de tudo o que ela crê. Em sua missão evangelizadora, ela não comunica a si mesma, mas o Evangelho, a palavra e a presença transformadora de Jesus Cristo, na realidade em que se encontra. Ela é a comunidade dos discípulos missionários, que respondem permanentemente à pergunta decisiva: quem é Jesus Cristo? (Mc 8,27-29). O fundamento do discipulado missionário é a contemplação e o seguimento de Jesus Cristo. Como afirma o Papa Francisco, “a melhor motivação para se decidir comunicar o Evangelho é contemplá-lo com amor, é deter-se nas suas páginas e lê-lo com o coração”, Na comunhão eclesial, os discípulos missionários experimentam o fascínio que faz arder seus corações (Lc 24,32), e os leva a tudo deixar (Lc 5,8-11) e a viver um amor incondicional a Ele (Jo 21,9-17). A paixão por Jesus Cristo os leva à verdadeira conversão pessoal e pastoral (Lc 24,77; At 2,3 ss).

  A Igreja, fiel a Jesus Cristo, coloca-se a serviço do Reino de Deus. Os evangelhos apresentam o Reino como o centro da vida e da pregação de Jesus. “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Seu reinado significa sua atuação salvadora e sua proximidade paterna e misericordiosa para com todos, especialmente para com os pobres, marginalizados e sofredores de todo tipo. Por isso, a pregação e a conduta de Jesus suscitaram surpresas, fascínio e entusiasmo, mas despertaram também suspeitas, fechamento, escândalo e ódio.

  O Reino de Deus é a Pessoa de Jesus e sua mensagem. Ele mesmo é a chegada desse Reino. Sua mensagem e sua pessoa são inseparáveis. Nele, o Reino é dado gratuitamente (Mt 21,34; Lc 12,32) , é deixado em herança (Mt 25,34; Lc 22,29). Cabe ao discípulo acolhê-lo por meio da conversão e da fé (Mc 1,15). Como afirma o Papa Francisco, “o primado é sempre de Deus”, “a verdadeira novidade é aquela que o próprio Deus misteriosamente quer produzir”, “a iniciativa pertence a Deus” (DGAE,n.4,5). Assim se nos apresentam as Diretrizes Gerais da Ação da Igreja no Brasil. Cabe a toda pessoa de boa vontade abrir o coração para a vida, para a ação espiritual, para o olhar social e perceber que ser cristão é buscar uma vida digna, firme, forte e feliz. Passa pelo desejo de ser bom, buscar a bondade na convivência prática do cotidiano e construir relações mais fraternas, conforme os ensinamentos de Jesus Cristo. Não podemos mais ficar na imaginação de ser cristão apenas quando se entra num templo, numa Igreja, mas em toda a parte. Na Igreja buscamos a iluminação e, em comunhão com a comunidade Trinitária, Pai, Filho e Espírito Santo, recebemos forças graças e bênçãos  para o nosso viver. O ser humano vive e convive. Temos um compromisso social, não somos ilhas, isolados, individualistas. O documento quer esclarecer que toda ação intimista e voltada para si mesmo fomenta o egoísmo, a solidão e o sofrimento causado pela frieza de coração. A reflexão, o estudo e a celebração em comunidade despertam essa atitude positiva e construtiva em nós que seguimos o Cristo. Ele nos amou até o extremo, na morte de Cruz.

  Que a Sagrada Família nos inspire esse jeito simples, devoto e humilde de ser cristão.

Dom Frei Severino Clasen

Ele nasceu em 1954, em Petrolândia (SC), foi ordenado padre em 1982 e bispo em 2005. Estudou Filosofia e Teologia em Petrópolis (RJ). Tem pós-graduação em Administração para a Organização do Terceiro Setor na Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Além disso, foi coordenador do Departamento de Santuários da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e fez parte do Conselho Diretor do Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras), do Convento de São Francisco, em São Paulo.

Na 49ª Assembleia Geral da CNBB, dom Severino foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, com um mandato de quatro anos.

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