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Colunistas

Rastreabilidade dos alimentos – ameaça ou oportunidade?

Um dos temas que mais vem se destacando na mídia é a preocupação do ser humano com a saúde

28/06/2015 - 21:57:20
Charles Seidel

  Assim como os alimentos de origem animal, que sempre tem (ou deveriam ter) uma boa identificação da sua origem, agora os legumes, frutas e até cereais devem ser identificados por códigos (QRCode) que permitem rastrear quem produziu determinado alimento.

  Um dos temas que mais vem se destacando na mídia é a preocupação do ser humano com a saúde. E quando falamos de saúde, o principal ponto é a nossa alimentação.  NÓS SOMOS O QUE COMEMOS! Assim como um carro precisa de um bom combustível e manutenção, todos sabem que precisamos ter uma alimentação equilibrada para podermos dar o máximo, ter o nosso melhor aproveitamento dessa máquina chamada corpo. Tanto dentro da família como em nosso trabalho diário somos exigidos, cada vez mais intensamente e na maioria das vezes esquecemos de dar condições para que nosso veículo se mantenha em perfeito equilíbrio e assim ter uma vida mais longa.

  É sabido que todos os anos além de nos alimentarmos com produtos de origem vegetal  e animal, consumimos diversos quilos de agrotóxicos e conservantes, que ao invés de melhorar, pioram nossa saúde agredindo e debilitando nosso organismo.

  Existem diversos sistemas de produção, como já falamos aqui nesta coluna, que inclusive não usam agrotóxicos e sim produtos de origem natural, que não agridem o meio ambiente. São os sistemas agroecológicos. E estes para terem validade, precisam ser certificados, que dessa forma já dão uma garantia ao comprador que está consumindo alimentos de qualidade.

  Já a rastreabilidade, dá transparência ao produto produzido de forma convencional. Ou seja, o produtor vai usar agrotóxicos, porém dentro de recomendações técnicas, respeitando as doses e períodos de carência necessários. Ganham com isso os consumidores, que vão poder comer “alimentos” e não “elementos” tóxicos indesejáveis, e ganha também o produtor, que vai ter um mercado diferenciado, garantido a venda do produto. Porém tem que se preparar para isso. Caso contrário poderás ser pego nas análises periódicas de resíduos.

  Dentro dessa ótica, aconteceram diversas palestras dentro do I° Seminário Catarinense de Olericultura que ocorreu de 24 a 26 de junho, no Parque das Araucárias, aqui em Caçador.  O primeiro dia foi dedicado exclusivamente a este tema com palestras como Rastreabilidade e para a produção segura de hortaliças, Produção Integrada de Hortaliças e Alimentos sem Risco, ministrada por representantes de supermercadistas, Ministério da Agricultura e Ministério Público de Santa Catarina.

  Na semana passada reuniram-se em Joinville todos os coordenadores regionais de olericultura e fruticultura do Estado. O ponto forte do evento foi a reunião com representante da Associação Catarinense de Supermercados – ACATS. A Associação de Supermercados  firmou parceria com a Epagri, onde  os coordenadores regionais de olericultura vão receber informações via celular, dos produtores/fornecedores da ACATS, que porventura forem pegos nas análises com produtos contaminados. O objetivo será prestar assistência direta ao agricultor, de forma preventiva, evitando contaminação de futuros lotes de frutas ou verduras. Em suma funcionará assim: encontrado resíduo de agrotóxico não registrado ou acima do valor permitido, o técnico cadastrado no sistema receberá por celular, um aviso, ao verificar a mensagem, será repassado o nome do produtor, localidade, cultura e tipo de inconformidade que ocorreu com o produto entregue pelo produtor.

Caçador, 26/06/2015.

Charles Seidel

Eng. Agrônomo, Prof. Universitário. M.Sc. Engª Agrícola. Gestão da água, climatologia e agroeocologia

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