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Colombo nas delações da Odebrecht

As revelações contra Colombo são muito contundentes, afirma Dresch

20/04/2017 - 22:44:43 - Atualizada em 23/04/2017 - 10:02:36
Diário Rio do Peixe

Na tribuna do Legislativo, o líder da bancada do PT, deputado  Dirceu Dresch (PT), afirmou que as  citações do governador Raimundo Colombo nas delações realizadas por executivos da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato,  são contundentes e convincentes. A  riqueza de detalhes e os fatos revelados fecham  com as operações realizadas pelo governo para garantir a venda do controle acionário da Casan.

"Apesar da onda de ‘denuncismo’ que toma o país, o caso precisa ser investigado profundamente. As delações  revelaram informações contundentes,  que explicam o motivo de o governador  ter, assim que assumiu o governo em 2011,  priorizado a  aprovação do  projeto que permite a venda de metade das ações da Casan", disse Dresch. Segundo o parlamentar, fica subentendido que as negociações em torno da Casan só não foram concretizadas devido ao início das investigações da Odebrecht pela Polícia Federal, que descapitalizaram a empresa.

Dresch afirmou que é obrigação do Legislativo acompanhar o caso e  exigir a apuração dos fatos, tendo em vista os possíveis reflexos econômicos e  eleitorais no estado decorrentes dos repasses da Odebrecht. "Se comprovadas as denúncias, as últimas eleições para governador foram fraudadas para atender aos interesses do poder econômico. Vamos ficar acompanhando de perto esse fato, e esperamos que o Judiciário cumpra sua função. Não vamos aceitar que esse caso seja engavetado.”

As delações

Os delatores afirmam que o governador teria pedido dinheiro para caixa 2 (dinheiro não contabilizado) para  as campanhas políticas de 2010, 2012 e 2014. Em todos os momentos o governador teria oferecido em troca a privatização da Casan.  O governador Raimundo Colombo (PSD) e  homens de sua confiança teriam negociado com executivos da Odebrechet  um total de R$ 17,1 milhões em doações eleitorais que não foram informadas à Justiça Eleitoral. 

As novas informações nas delações, que motivaram o ministro Edson Fachin a incluir o nome de Raimundo Colombo, vão se juntar a outro inquérito que  já em andamento no STJ que envolve o governador. Trata-se do inquérito 1.139, no qual André Agostini Moreno,  comissionado da Secretaria de Estado da Casa Civil em Santa Catarina e advogado da coligação do PSD,  teria recebido R$ 1 milhão, no dia 23 de outubro de 2014, em um  hotel em São Paulo.  Conforme  os investigadores da Operação Lava Jato, o nome dele aparece na planilha da  Odebrecht e o dinheiro seria propina para a campanha de reeleição de Raimundo  Colombo.

Se comprovadas as denúncias, as últimas eleições para governador foram fraudadas, afirma Dresch

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