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Diário Rio do Peixe

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LEBON RÉGIS

Investigação trata como homicídio a morte de trabalhador

Laudo cadavérico teria apontado que ferimento foi causado por um

20/01/2019 - 09:32:50 - Atualizada em 20/01/2019 - 23:05:08
DC

O laudo cadavérico do armazenista Jaisson Gomes Pinto, encontrado morto em uma cooperativa de Lebon Régis, apontou que a morte foi causada por um golpe na cabeça. O caso aconteceu na manhã do dia 12 de janeiro, quando Jaisson foi encontrado com um ferimento na cabeça, e está sendo tratado como um homicídio pela Polícia Civil de Caçador, que atende a região. As investigações, no entanto, ainda estão em andamento.

— Não foi acidente de trabalho, não foi proveniente de queda, ele recebeu um golpe na cabeça de um instrumento contundente, provavelmente uma barra de ferro ou um pé de cabra, algo com essas características — afirmou o delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Caçador, Fernando Guzzi, responsável pelo caso.

Também no dia 12, José Maria Varela, outro funcionário da mesma empresa morreu em um acidente de trânsito na SC-350, após colidir contra uma árvore em uma saída de pista. De acordo com Guzzi, imagens registradas pela câmera de segurança da parte externa do armazém teriam indicado a movimentação no local, onde os dois funcionários trabalhavam na mesma manhã.

— Fica bem claro [na imagem] que o outro funcionário entra antes, depois entra o Jaisson e logo em seguida esse outro funcionário deixa o armazém. Esse funcionário tem umas atitudes meio diferentes, que com a conclusão do inquérito podemos explicar melhor, e ele deixa o local. Logo depois ele deixa o local, sem falar com ninguém, ele se envolve nesse acidente de trânsito, que acaba morrendo também. O que nos leva a crer que esse outro funcionário seja o suspeito desse homicídio — afirma o delegado.

Guzzi ainda ressalta que não havia outras pessoas no local dentro do armazém, apenas em outras áreas da empresa. No entanto, segundo ele, tanto os depoimentos das testemunhas quanto as imagens da câmera descartam o envolvimento de outras pessoas.

— Um funcionário encontra o Jaisson morto e logo em seguida já sai correndo para avisar os outros, ficando claro que esse que encontrou o corpo não foi o autor do homicídio, porque o tempo que leva são alguns segundos, ele entra e já sai correndo para avisar os outros. Então, está descartada a participação de outras pessoas — afirmou.

Pé de cabra será periciado

Após buscas realizadas na tarde de quinta-feira (17), um pé de cabra foi localizado no armazém e apreendido pela polícia de acordo com o delegado. O objetivo deve ser submetido à perícia, que irá apontar se o objetivo foi utilizado para golpear a vítima. 

— Pode ser ou pode não ser a arma do crime, mandamos ontem mesmo [o pé de cabra] para o Instituto Geral de Perícias (IGP) para buscar resquícios de sangue e ver se eles conseguem vincular ao DNA da vítima — explicou.

Pessoas que trabalhavam na unidade na mesma manhã já foram ouvidas pela polícia. Uma das testemunhas deve ser ouvida novamente e outras pessoas devem prestar depoimento nos próximos dias. 

O delegado também afirma que aguarda um laudo do IGP que deve analisar as circunstâncias envolvidas no acidente de trânsito.

José Maria Varela

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