Youtube Twitter Facebook Instagram

Quinta-Feira - 18.10.2018

Chuva ao longo do dia em quase todas as regiões


MÍNIMA: 15º - MÁXIMA: 26º

Diário Rio do Peixe

Quinta-Feira - 18.10.2018

Chuva ao longo do dia em quase todas as regiões


MÍNIMA: 15º - MÁXIMA: 26º

OESTE

Mulher confessa ter jogado jovem ainda vivo no Rio Irani com ajuda de outro homem

Corpo da vítima foi encontrado no final de janeiro por populares com mãos e pés amarrados

11/02/2018 - 00:28:43 - Atualizada em 12/02/2018 - 04:13:26
Diário Rio do Peixe

Duas pessoas suspeitas da morte de um rapaz de 22 anos foram presas há uma semana, na última sexta-feira, dia 5, em Chapecó. O resultado do inquérito foi divulgado pela Delegacia de Investigações Criminais (DIC) esta semana.

Carlos Roberto Crivone, de 22 anos, foi encontrado no Rio Irani com as mãos e pés amarrados, no município de Arvoredo, no dia 24 de janeiro.

Com a suspeita de que o jovem tivesse sido arremessado no rio ainda com vida, a Polícia Civil iniciou as investigações e chegou aos dois suspeitos do crime.

Uma mulher e um homem, de 29 e 33 anos, foram presos em Chapecó. Segundo a Polícia Civil, a mulher confessou ter dado pauladas na cabeça de Carlos Roberto e depois arremessado a vítima no rio com o auxílio do comparsa.

Amarrado, o jovem ainda estava vivo quando foi jogado na água e acabou morrendo afogado. "Foi uma morte muito cruel, ele foi amarrado para que evitasse que depois de acordado conseguisse nadar", disse o delegado Vagner Papini.

Segundo o delegado, a vítima e a mulher, que é garota de programa, tinham um relacionamento informal de namoro. No entanto, ele estaria começando a obrigá-la a repassar o dinheiro de programas para comprar drogas, tanto para consumo quanto para a venda.

"No dia do crime, ela conta que ele tinha chegado muito embriagado e a ameaçando com um pedaço de vidro. Ela desferiu golpes na cabeça dele e chamou o outro homem para ajudá-la. Eles amarraram as mãos e pés dele e o enrolaram em uma capa de sofá", disse o delegado.

"Nós tivemos bastante dificuldade de identificar o corpo. A família não registrou nenhum boletim de ocorrência, ele já estava afastado deles pelo tráfico de drogas", explica Papini.

Por meio de uma tatuagem, correlacionada a um grupo criminoso de um bairro da cidade, o delegado conseguiu identificar a vítima e os suspeitos do crime.

"Recebemos a informação que a mulher já havia confessado para outras pessoas o crime, o que ela confirmou durante depoimento na delegacia", disse.

Os dois respondem por homicídio qualificado. A mulher foi encaminhada para o presídio Feminino de Chapecó e o homem para o Presídio Regional de Chapecó. Segundo o delegado, vítima e suspeitos tinham passagem por tráfico de drogas.

© 2011 - 2018. Todos os direito reservados a Editora Rio do Peixe.