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ÔNIBUS

Vítima de assalto em Caçador não recebeu ajuda da Viação Catarinense

Mulher está de cama e afirma que não recebeu ajuda da empresa de transporte. Assalto ocorreu na madrugada de 29 de julho em Caçador

10/08/2017 - 13:57:58 - Atualizada em 11/08/2017 - 10:13:02
Jornal do Almoço

Quase duas semanas após ser atingida por estilhaços de bala durante o assalto a um ônibus em Caçador, a auxiliar de serviços gerais Edinalva Cezar Almeida está acamada em sua casa em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ela recebe doações de remédios e ajuda para se alimentar e limpar a residência. Edinalva afirmou nesta quarta-feira (9) que não recebeu contato ou assistência da empresa de ônibus.

Em nota, a Auto Viação Catarinense afirma "que adotou todos os procedimentos previstos de apoio aos clientes nos casos de assaltos e também acompanhou o estado de saúde da passageira durante a internação, prestando assistência no retorno para a sua cidade após a alta hospitalar".

Em 29 de julho, o ônibus, com 42 passageiros, foi atingido por disparos e assaltado. Além de Edinalva, outra mulher ficou ferida. Os ocupantes contaram que tiveram de ficar só com as roupas íntimas e ficaram presos por horas dentro do bagageiro até conseguirem sair e retornar para a rodoviária. O ônibus tinha como destino o Paraguai.

Lembranças terríveis

"Eu lembro mesmo que eu estava dormindo e acordei com a pancada da bala na minha cabeça. E quando eu vi, os caras já estavam entrando no ônibus. E o ônibus todo cheio de bala", relatou Edinalva.

Os estilhaços que atingiram a testa dela foram removidos com cirurgia. Depois disso, a vida de Edinalva, que até então era cheia de funções, ficou restrita a uma cama e movimentos limitados, por causa da dor. "Só deitada e esperando os outros virem trazer um prato de comida para mim, virem limpar a casa para mim. Porque não tem uma fruta, não tem nada para eu comer", lamentou.

Desde que foi liberada do Hospital de Caçador, na última sexta (4), Edinalva encara uma realidade de uso contínuo de remédios, que são doados por amigos porque não estão à disposição nos postos de saúde. Segundo ela, a empresa responsável pela viagem ainda não a procurou para prestar assistência.

"Até hoje estou esperando e não apareceu. Ninguém fez contato comigo, não tive contato com ninguém. Para mim eles não deram nada", resumiu.

A Catarinense informou que "repudia e lamenta a violência ocorrida na viagem e ressalta que está colaborando com as autoridades de Segurança Pública nas investigações e também para que medidas preventivas possam ser adotadas, evitando que novos casos de assaltos ocorram nas estradas".


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