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Havan deverá alterar horário do comércio em Joaçaba

A Havan pretende investir R$ 30 milhões no projeto e gerar 200 postos de trabalho. Além de Joaçaba, Concórdia, Videira e Caçador estavam disputando a instalação da Havan

19/05/2017 - 11:20:42 - Atualizada em 19/05/2017 - 19:25:04
Com informações de Eder Luiz

Na manhã desta quinta-feira (18) o empresário Luciano Hang, sócio-proprietário da Havan, confirmou que vai implantar um empreendimento em Joaçaba. O empresário esteve nos últimos meses visitando municípios da região Meio-Oeste e optou por Joaçaba. Durante entrevista ao empresário destacou a loja vai ser instalado no terreno da empresa Francisco Lindner, em frente ao Grupo Pegoraro no acesso Adolfo Zigueli.

A área será de 20 mil metros quadrados com três salas de cinema, vários departamentos e praça de alimentação. O investimento, segundo ele, será entre R$ 20 e R$ 30 milhões. Serão gerados cerca de 200 empregos diretos. “Nós estamos indo para aí para somar e não para dividir” destacou o empresário.

O projeto da loja está sendo finalizado e será apresentado ao prefeito nos próximos dias. “Dentro de alguns meses é nossa ideia começar esta obra que poderá ganhar prioridade em nosso plano de expansão” disse ele.  Além de Joaçaba, Concórdia, Videira e Caçador estavam disputando a instalação da Havan. Luciano Hang disse que optou por Joaçaba em razão de ser um polo regional com vários municípios próximos, o que garante uma maior movimentação de pessoas.

A megaloja vai funcionar das 9 às 22 horas. Hoje o comércio em Joaçaba funciona com limitação de horário. Questionado sobre fato, Luciano Hang disse que a Havan só funciona em municípios onde o horário é livre. “Nossa empresa não vai para município onde existe limitação de horário, pois entendemos que o horário tem que ser livre, e esperamos que a cidade não se feche para isso, pois caso isso aconteça teremos que ir para outro local” alertou.

De acordo com o secretário de desenvolvimento econômico e inovação de Joaçaba, Michel Carlesso Àvila, o Código de Posturas do Município, que faz parte do plano diretor do município e no qual está prevista a lei que regulamenta os horários, deve ser levado em consideração. Este aliás, está em revisão geral e conforme tiverem sequência os trabalhos, poderão ocorrer mudanças.

Segundo ele, há um compromisso da prefeitura com a Havan na alteração do horário de funcionamento do comércio do município, que já está sendo analisada na forma legal e ir para a câmara um projeto de adequação no início de junho. “Em Joaçaba o horário de funcionamento do comércio está previsto no código de posturas, que deve ser revisado junto com o plano diretor. Ao mesmo tempo, temos várias categorias e horários, dentro desse código de posturas então, a Havan se encaixa em que? Dependendo de onde se encaixa, às vezes nem precisa adequação. Zoneamento urbano é outra coisa que deve ser levada em consideração também, então, tudo tem que ser analisado”, explicou Michel.

A ideia da prefeitura é que o horário fique livre e que cada empresa faça o seu horário, o que traria benefícios para o município, com a possibilidade de geração de novos empregos.

Câmara deverá ser favorável a mudança na lei

A Câmara de vereadores deverá receber uma minuta já na próxima semana com as sugestões para a mudança dos horários. O vereador Ricardo Antonello há tempo defende que haja mudanças na lei. “Nunca entendi porque o comércio de Joaçaba não abre aos domingos. Acho que tem que abrir independente de Havan. Desde que assumi como vereador, e como adepto do liberalismo econômico, que é justamente você ter uma menor interferência do estado na economia e deixar o mercado avançar, sempre falei sobre mudança, sou favorável a liberar horário, tanto que já falei disso meses atrás na câmara”, comentou o vereador.

Sindicato dos trabalhadores do Comércio acompanhará como acontecerá o funcionamento

O sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Joaçaba, através do seu presidente, Edson Paulo Damin, afirmou que o sindicato é totalmente a favor de empresas como a Havan, que se instalando nos municípios geram muitos empregos, mas, adianta que o órgão estará a par de como ocorrerão os ajustes no horário de funcionamento, visando respeitar empresas já existentes e principalmente o trabalhador.

“Essa é uma questão que deve ser discutida com a prefeitura, que é o órgão que fiscaliza e regulamenta a adequação. Além disso, existe uma lei específica que regulamenta, lei, que os comerciantes já estão cumprindo, então, nada mais justo que a empresa que vim, seja ela qual for se adequar ao sistema local. Se houver necessidade e um consenso entre os comerciantes e o poder executivo somos parceiros para que se discuta essa questão do horário, mas que o mais sensato é a empresa que está vindo se adequar ”, comentou.

Edson reforçou sobre a discussão e reforma do plano diretor e a necessidade de audiências públicas, nas quais não será  em o sindicato e nem o poder executivo à decidir, e sim, o trabalhador envolvido.

“Particularmente sou contra o trabalho aos domingos, por causa da desagregação familiar. Apesar da visão de crescimento e expansão temos que pensar primeiramente que apesar de precisar manter sua vaga, quem trabalha tem também em sua família e se trabalhar em excesso tende ater problemas com doenças ocupacionais que podem levar a se afastar”, afirmou.

Por fim, o presidente do sindicato complementou: “Defendo que  que a empresa que venha, independente de quem ela seja, cumpra com a legislação vigente e se precisar fazer alguma alteração, convocar os órgãos que são responsáveis por isso para que o assunto seja debatido com a comunidade em geral e principalmente o trabalhador envolvido. O sindicato  é um órgão fiscalizador, é parceiro na expansão, concorda com tudo que for de bom para o município, mas, pensamos na qualidade de vida do trabalhador”. Finalizou Edson Paulo Damin.

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