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Sexta-Feira - 20.04.2018

Fim de semana com previsão de sol e temperaturas em elevação ao longo do dia


MÍNIMA: 10º - MÁXIMA: 28º

Diário Rio do Peixe

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LA NIÑA

Tendência é que verão continue chuvoso em SC

O restante do verão de 2018 terá mais pancadas no fim da tarde pelos efeitos de La Niña

12/01/2018 - 23:34:48 - Atualizada em 14/01/2018 - 11:01:38
Diário Catarinense

A sexta-feira foi de limpeza, reconstrução dos estragos e contabilização do prejuízo causado pelas fortes chuvas em 23 cidades de Santa Catarina, especialmente em Florianópolis, entre terça e quinta-feira. E foi também dia de manter o olho no céu, em razão do tempo instável que trouxe novamente chuva em alguns períodos — no que não deve ser uma cena rara nos próximos dois meses. Tradicionalmente a estação com mais pancadas no fim da tarde, o restante do verão de 2018 terá essa característica ampliada em duração e intensidade pelos efeitos de La Niña. Um fenômeno tão forte quanto o registrado nesta semana não deve se repetir, mas a tendência é de boa parte de dias chuvosos até o fim de março.

As previsões climatológicas e meteorológicas de órgãos como Epagri/Ciram, Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) e Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) projetam chuva dentro ou um pouco acima da média para o verão. O La Niña, embora não apareça com grande força até agora, favorece a ocorrência de eventos mais extremos.

— La Niña é como se fosse o pano de fundo. É normal no verão ter esses dias com chuva no fim do dia, o que La Niña faz é intensificar essas instabilidades — explica o presidente da Associação Catarinense de Meteorologia (ACMET), Mário Quadro.

— O marcante do La Ninã é a inconstância, tanto de espaço quanto de tempo. Pode ter um longo período sem chuva e depois concentrar em um período curto, e pode chover bastante em uma cidade e não chover nas mesmas condições no município vizinho — acrescenta o professor e pesquisador do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar) da Univali, Sergey Alex de Araújo.

A Epagri também reforça que não há indicativo de outro fenômeno forte, mas destaca a previsão de chuva frequente em janeiro e fevereiro, principalmente na Grande Florianópolis e Norte do Estado. Já o coordenador-geral de Operações e Modelagens do Cemaden, Marcelo Seluchi, ressalta que eventos que ocasionaram as enxurradas nesta semana são naturais e comuns — o raro é a combinação deles.

— A tendência é de canais de umidade, que vêm da Amazônia, se deslocarem mais para o Sul por algumas semanas no verão. Isso forma um campo propício para o tipo de fenômeno registrado em SC, o que não significa que ele vá se repetir, nem com essa intensidade. O que podemos dizer é que janeiro e fevereiro serão meses chuvosos e que nas próximas duas semanas devemos ter índice de chuva normal ou acima do normal — diz o meteorologista

Mesmo com os estragos e com a previsão de semanas chuvosas daqui pra frente, a expectativa do turismo se mantém otimista para a temporada. O secretário estadual da pasta, Leonel Pavan (PSDB), avalia que o setor não sofreu grandes prejuízos e que a imagem do Estado também não sai prejudicada porque os próprios órgãos de Defesa Civil e a imprensa têm relatado que o evento foi pontual e não ocorria de forma tão intensa há mais de 20 anos.

— A infraestrutura das cidades, claro, foi prejudicada, mas o turismo em si não sofreu grande impacto. Não houve cancelamento de voos e de hospedagens, por exemplo — informa o secretário.

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