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Colunistas

Distritão em Caçador

O ministro da fazenda Henrique Meirelles disse que o governo só pode resolver o problema da falta de recursos aumentando imposto ou tomando empréstimos da sociedade

12/08/2017 - 10:01:16
Osni Ribeiro Mello

Se as regras do distritão já estivessem valendo nas eleições de 2016 a Câmara de Caçador teria mudanças significativas. Entrariam os candidatos a vereador: Valmor de Paula (PT), Dirlei Fontana (PSC) e Almir Paulo Dias (PSD). E estariam fora: Sirley Ceccatto (PSDB), Marcos Creminácio (PDT) e Paulo Cesar Jarschel (PMDB). Acompanhe no quadro. 

Distritão 

O eleitor deve saber que caso o Distritão já valesse, em 2014, PP e PSD manteriam as mesmas cinco cadeiras na bancada catarinense na Câmara dos Deputados, porém o PMDB ganharia uma, passaria de cinco para seis vagas. O PPS não teria eleito uma deputada, o PCdoB ganharia uma cadeira e o PSDB perderia uma das duas cadeiras. Parece pouco, mas a mudança é significativa.

Prefeitura e Uniarp se unem pelo curso de medicina

A Prefeitura de Caçador, através do prefeito Saulo Sperotto (PSDB), reforçou a parceria do município no projeto para a instalação do curso de medicina na Universidade Alto Vale do Rio do Peixe. Nesta quarta-feira (9), o prefeito Saulo Sperotto participou de reunião, onde foi apresentada a estrutura do curso e as atribuições de cada uma das instituições envolvidas.

“Com a vinda deste curso, Caçador se tornará um polo em saúde no Estado, e certamente teremos muito a ganhar nesta área”, destacou o prefeito. Além disso, o prefeito lembrou que haverá a possibilidade de se ampliar o número de médicos atuando no município. “Isso fará com que o atendimento melhore ainda mais”, concluiu.

A participação da prefeitura, e dos demais órgãos públicos (estaduais e federais) nesta empreitada é de suma importância. E por um motivo bem simples. A prefeitura será uma das maiores beneficiadas, junto com a comunidade, por que a partir da criação do curso os serviços médicos terão um salto de qualidade e quantidade.

Observatório Social de Caçador

A presidente do Observatório Social de Caçador, Sirley Braghini, esteve na Câmara de Vereadores de Caçador esta semana, falando sobre o trabalho da entidade de controle social. Afirmou que o trabalho é voluntário e realizado em rede, coordenado pelo Observatório Social do Brasil, que está sediado em Curitiba. Existem hoje 120 cidades em 19 estados e atua como pessoa jurídica na fiscalização das compras públicas, desde a licitação até a entrega do produto.

Sirlei observou que o Observatório atua de forma preventiva e não tem o objetivo de prejudicar ninguém, mas de auxiliar a comunidade a aplicar bem os recursos dos impostos. A entidade atua predominantemente em quatro eixos: Gestão Pública, Educação Fiscal, Transparência e Ambiente e Negócios. E desenvolve nestes quatro eixos: fiscalizações, palestras, Semana de Cidadania, Capacitações e divulgação de licitações.

O observatório conta hoje com um estagiário, do curso de administração da Uniarp, que realiza o acompanhamento das licitações e informa as empresas, na medida do possível. “Entretanto temos observado que muitas licitações ficam desertas”, observou a presidente, argumentado que neste caso as empresas de Caçador perdem de vender e o município de obter um preço mais justo. 

Sirley finalizou afirmando que o Observatório Social de Caçador foi fundado e é mantido por integrantes de várias entidades de Caçador. A diretoria é formando por representantes destas entidades e com a eleição da nova diretória em 25 de agosto de 2016 foi elaborado um cronograma de atividades para este ano, que já realizou atividades como a Campanha do Voto Consciente, Feirão do Imposto e Fanpage do Observatório. “Também estamos em busca de contratar um coordenador, pois os integrantes da diretoria são voluntários e não possuem tempo para realizar os trabalhos”, observou. O Observatório Social funciona junto a Ampe.

A reforma pró política

Quando é de interesse dos políticos as mudanças nas leis ocorrem a toque de caixa. A tão propalada Reforma Política, que pretendia acabar com muitas aberrações, mas virou a tábua de salvação do congresso mais corrupto da história, já passou na Comissão de Constituição. E corre o risco de ser aprovado com a mesma rapidez que Temer se livrou do processo de corrupção. Acompanhe os principais pontos da nova lei.   

Cláusula de Desempenho: quase uma reedição da cláusula de barreira, barrada de maneira equivocada pelo STF, em 2006, prevê que, a partir do ano que vem, que as siglas que não garantirem 1,5% dos votos nacionais, em nove estados, perde recursos e está fadada ao desaparecimento.

Distritão: Retiraria de cena, pelo menos na próxima eleição, a figura da proporcionalidade dos votos nas eleições para deputado estadual e federal. Assim, seria eleito o candidato aos parlamentos que tivesse mais votos.

Distrital misto: Em 2022, valeria a duplicidade de votação. O país, os estados e municípios serão divididos em distritos. O eleitor escolherá parte dos candidatos pelo voto e a outra no partido que escolher, que definirá listas para preencher as vagas restantes.

Fim das coligações: Os candidatos a vereador, deputado estadual e deputado federal não fariam mais partes de coligações, que, hoje, na prática, ajudam a eleger os que têm menos votos, o efeito champanhe, que catapulta muita gente a reboque. Esta regra estará ligada ao Distritão.

Fundo de Financiamento da Democracia: O sugestivo nome não esconde a finalidade, garantir recursos para a campanha dos candidatos a um cargo eletivo. O valor estimado seria de R$ 3,6 bilhões. O problema está na origem deste recurso.

A PGR manobrável

Mesmo que não tenha sido discutido nada na visita da futura Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, ou o cerimonial da posse, o que me faz rir, a turma de Temer já conseguiu o que queria. Provou que a nova procuradora é manobrável. Ou seja, será amiga dos amigos. Aquela que engaveta. Aquela que não investiga. Um final trágico para o Ministério Público (MP), que até bem pouco tempo brigava para não ter a sua autonomia de investigar reduzida. Ironia. Terá a sua capacidade reduzida por uma procuradora manobrável.

Osni Ribeiro Mello

Olá, eu sou Osni Ribeiro Mello, jornalista, administrador de empresas e Engenheiro Civil. Depois de ter passado pelos jornais: Gazeta Sul, Folha da Cidade e Informe e por todas as editorias. Atividades que consumiram 15 anos de minha vida e me deram muita experiência, resolvi que muito mais que dar a notícia eu apontaria os erros e as soluções. Pronto, virei colunista e instantaneamente odiado por escrever demais. De qualquer forma o portal www.diarioriodopeixe.com.br e o Jornal Extra resolveram apostar numa coluna de informações políticas e aqui estou tentando consertar o mundo e levando as notícias com uma pitada de humor e senso critico. Também mantenho o osnirmello.blogspot.com.br, blog onde divulgo as ideias que podem mudar o nosso mundo, ou não.

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