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Diário Rio do Peixe

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Colunistas

Vos sois sal da terra e luz do mundo

O Ano Nacional do Laicato é um tempo privilegiado para colocar em prática e testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo

04/12/2017 - 23:38:25 - Atualizada em 05/12/2017 - 19:02:09
Dom Frei Severino Clasen

Pela graça do batismo, todo cristão é chamado a ouvir a Palavra de Deus, testemunhar a justiça, a paz, a sensibilidade humana e o amor fraterno onde estiverem. O Papa Francisco, na exortação Apostólica Evangelii Gaudium, afirma: “O Espírito Santo, que inspirou a Palavra, é quem hoje ainda, como no início da Igreja, age em cada um dos evangelizadores que se deixa possuir e conduzir por Ele, e põe na sua boca as palavras que ele sozinho não poderia encontrar” (EG 151b). Eis a luz que norteia e orienta nossa vida para que possamos nos preparar bem através das reflexões em grupos, para tomarmos consciência que todos os batizados são sujeitos na Igreja e no mundo. O que temos para anunciar é Jesus Cristo e seu Reino. Este é o caminho que norteia a razão de sermos cristãos de fato e de verdade.

O Ano do Laicato fomenta uma feliz e agradável expectativa para juntos escutarmos o que diz o Espírito Santo aos nossos corações e juntos assumirmos a ação transformadora na Igreja no mundo. A missão é de todos nós.

Propostas para o Ano Nacional do Laicato: 

Promover eventos para marcar a abertura do Ano Nacional do Laicato, bem como Seminários Temáticos nos Regionais da CNBB;

Publicar reflexões e subsídios para as celebrações, catequese e comunicação;

Conclamar toda a Igreja no Brasil: regionais, dioceses, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, as diferentes expressões laicais e os organismos de comunhão do povo de Deus, na realização desse Ano especial;

Dialogar com os diferentes sujeitos da sociedade, promovendo a cultura do encontro, e do cuidado com a vida e o bem comum, na esperança de que outro mundo é possível;

Envolver os meios de comunicação social nas atividades programadas para o Ano Nacional do Laicato. Destacamos dois âmbitos a serem considerados para o êxito do ano do laicato:

A) Âmbito da Sociedade 

Promover mecanismos de participação popular para o fortalecimento do controle social e da gestão participativa (Conselhos de Direitos, Grupos de Acompanhamento ao Legislativo, Iniciativas Populares, Audiências, Referendos, Plebiscitos, entre outros);

Mobilizar a sociedade brasileira para a realização da auditoria cidadã da dívida pública.

B) Âmbito Eclesial 

Criar programas de formação de ministérios leigos de coordenação e animação de comunidades, pastorais e movimentos;

Fortalecer a articulação das redes de comunidades (Doc. 100 da CNBB);

“Criar e/ou fortalecer os Conselhos Regionais e Diocesanos de Leigos” como preconiza o Doc. 105 da CNBB, n. 275.

Finalmente, por meio da ação pastoral articulada e de vários eventos quer deixar um legado na Igreja e na sociedade. Na sociedade, despertar para um engajamento mais efetivo nos espaços de participação e controle social, fortalecendo a democracia direta e participativa;

Mobilizar para que se realize a auditoria da dívida pública no Brasil, este ano que retira recursos das políticas sociais e transfere para o sistema financeiro.

Na Igreja se deseja valorizar e incentivar a criação e a consolidação dos ministérios laicais, bem como a animação da paróquia como rede de comunidades e a organização de conselhos do laicato em nível diocesano e regional.

Que, este ano, será uma resposta concreta ao chamado de Jesus, atendendo à convocação do papa Francisco para uma “Igreja em Saída”.

Acreditamos na força do testemunho dos cristãos leigos e leigas para renovar as estruturas da sociedade. O Cristo encarnado veio ao mundo para revelar o rosto misericordioso de Deus Pai.

Aproveitemos o tempo do advento para preparar os corações que desejam participar das alegrias natalinas e agradecer a Deus por tantos benefícios recebidos durante este ano de 2017.

Que a estrela guia do natal desperte nos cristãs leigos e leigas, no Ano do Laicato, novo vigor e encanto para testemunhar a Alegria do Evangelho na Igreja e na sociedade sendo sal da terra e luz do mundo. 

Dom Frei Severino Clasen

Ele nasceu em 1954, em Petrolândia (SC), foi ordenado padre em 1982 e bispo em 2005. Estudou Filosofia e Teologia em Petrópolis (RJ). Tem pós-graduação em Administração para a Organização do Terceiro Setor na Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Além disso, foi coordenador do Departamento de Santuários da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e fez parte do Conselho Diretor do Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras), do Convento de São Francisco, em São Paulo.

Na 49ª Assembleia Geral da CNBB, dom Severino foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, com um mandato de quatro anos.

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