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Diário Rio do Peixe

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Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem

Lc 23,34

07/11/2017 - 01:25:45
Dom Frei Severino Clasen

Iniciamos o mês de novembro invocando os santos e santas da Igreja, no intuito de expressar em nossa vida o desejo de buscar a santidade. O processo da vida que se movimento na procura de ajustar os passos para ser bom, fraterno e reconciliador, torna as pessoas aptas para serem discípulas missionárias do Senhor. Temos uma multidão de pessoas que conseguiram essa proeza e são admiradas em todo o mundo.

No dia de finados lembramos, com saudades, das pessoas queridas que já partiram. É próprio da cultura ocidental lembrar, homenagear e rezar pelos falecidos. A força da oração agrada a Deus, sensibiliza o coração, tornando-os agradáveis na convivência familiar e na sociedade. A compreensão desse processo que cultua os mortos, silencia no fundo da alma, pois se confessa impotente diante do mistério da morte e da vida. Mas, Jesus Cristo veio a este mundo para desmistificar a morte e anunciar a verdade sobre a ressurreição e a vida eterna.

Todos os batizados são introduzidos na vida para construir com espírito alegre e fraterno as boas relações entre nós.

Com esse espírito queremos iniciar o Ano Nacional do Laicato é, na Solenidade de Cristo Rei, dia 26 de novembro, até dia 27 de novembro de 2018.

O objetivo do Ano Nacional do Laicato é: “Como Igreja Povo de Deus: Celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”. Os bispos do Brasil incentivam, em todo o Brasil, que se realize o Ano Nacional do Laicato, comemorando os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os Leigos (1987) e da Exortação Apostólica Christifideles Laici, de São João Paulo II, sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo (1988). Terá como eixo central a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas como “ramos, sal, luz e fermento” na Igreja e na sociedade. (CNBB 105, 275).

Com esse espirito, convocamos todos os batizados para participarem ativamente das programações, e se comprometerem na animação das pastorais, dos movimentos na Igreja e, sobretudo, serem fermento do Evangelho na sociedade. O mundo precisa desse fermento para recuperar o espaço perdido e curar as relações machucadas e dominadas pelo poder do mal que destrói vidas, fere as pessoas, sobretudo as mais frágeis e pobres. O olhar com amor e misericórdia para as pessoas ameaçadas na sua dignidade é dever de todos os cristãos, pois diz Jesus: “estive com fome e me deste de comer”. (Mt 25,35).

O olhar compassivo e com ternura abranda o vício, o ódio, a raiva, a opressão, a violência e converte os corações na brandura da acolhida e do cuidado, devolvendo a dignidade e a alegria do bem viver.

Sugerimos algumas ações para o Ano Nacional do Laicato, que possam ajudar a recriar um mundo novo:

– Promover eventos para marcar a abertura do Ano Nacional do Laicato, bem como seminários temáticos nas comunidades, paróquias e na Diocese;

– Adquirir subsídios e reflexões para as celebrações, catequese e comunicações;

– Conclamar toda a Igreja no Brasil: regionais, dioceses, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, as diferentes expressões laicais e os organismos de comunhão do povo de Deus, na realização do Ano Nacional do Laicato;

– Despertar e motivar iniciativas dos ministros ordenados, da vida consagrada e do laicato na realização desse Ano;

– Dialogar com os diferentes sujeitos da sociedade, promovendo a cultura do encontro e o cuidado com a vida e o bem comum, na esperança de que outro mundo é possível;

– Envolver os meios de comunicação social nas atividades programadas para o Ano Nacional do Laicato.

Que seja um ano de graças e de bênçãos para todo o povo das nossas 25 paróquias. Quando chegarmos na eminência de concluir o Ano Nacional do Laicato, iniciaremos o Ano Jubilar da Diocese de Caçador.

Dom Frei Severino Clasen

Ele nasceu em 1954, em Petrolândia (SC), foi ordenado padre em 1982 e bispo em 2005. Estudou Filosofia e Teologia em Petrópolis (RJ). Tem pós-graduação em Administração para a Organização do Terceiro Setor na Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Além disso, foi coordenador do Departamento de Santuários da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e fez parte do Conselho Diretor do Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras), do Convento de São Francisco, em São Paulo.

Na 49ª Assembleia Geral da CNBB, dom Severino foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, com um mandato de quatro anos.

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