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Colunistas

Panorama rural

O ano de 2016/2017 foi difícil para o setor agropecuário de uma forma geral. Porém mostrando que temos melhorias para a safra 2017/2018.

29/12/2017 - 01:14:53
Charles Seidel

O ano de 2016/2017 foi difícil para o setor agropecuário de uma forma geral. Porém mostrando que temos melhorias para a safra 2017/2018. Mesmo assim, foi graças ao setor que a balança comercial nacional ficou em alta.

 Com uma expectativa de crescimento entre 9% e 11% em 2017, o setor agropecuário é um dos que mais contribui com a economia do País. Prova disso está na balança comercial brasileira. No superávit de US$ 47,7 bilhões registrado em 2016, o agronegócio foi responsável por 46,2% de tudo o que foi vendido ao exterior.

Apesar dessa relevância, o setor carece de dados atualizados e completos sobre as características da produção no Brasil, já que o último Censo Agropecuário tinha sido realizado em 2006. O novo levantamento que está sendo finalizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pretende suprir essa necessidade.  Para saber o rumo que devemos tomar, deveremos saber “em que pé” está a situação do nosso homem do campo. Aqui no Vale do Rio do Peixe, o trabalho está na sua fase final. É muito provável que vamos ter produções e produtos com preços semelhantes aos de 2005/2006, como o milho, leite, e até mesmo a Noz pecã, que em 2006 valia 6,50 o Kg com casca, e neste ano os produtores penaram para vender a 8,50 reais. Já o leite em 2005 valia 0,55/litro e agora gira em torno de 1,00/litro, mas tende a cair ainda 1,7%, uma redução de dois centavos por litro, segundo o Conseleite/SC.

Apesar de que muitos acham que o nosso agricultor nada tem a ver com o Agro, eu discordo em partes, pois temos também a capacidade de sermos bons produtores. Primeiro porque temos muitos que trabalham na produção de suínos e aves. Depois porque, temos que compreender o setor como um todo. A Extensão Rural em Santa Catarina é focada na agricultura familiar, mas isso não quer dizer que isso é sinônimo de miséria. Hoje a maior parte do nosso produtor nada tem haver com o antigo “Caipira”, que os filmes e os livros antigos retratavam. Hoje nossos jovens que estão ganhando dinheiro no campo, estão usando notebooks, internet e muitos fazem um curso de técnico agrícola ou agronomia apenas para seguir se aperfeiçoando no meio rural.

Ainda acredito que em 2018, mesmo tendo uma boa produção, teremos mercado,  tanto no Brasil, como para exportação. Exceção se faz ao leite, que tem uma cadeia mundial com a facilidade da transformação do leite em pó.  Mas mesmo assim, temos que usar a capacidade que o humano tem de trabalhar em grupos, e através do associativismo, do cooperativismo, para produzir,  organizar  e garantir a produção e a venda dos produtos. Nessa parte ainda temos que avançar e esta missão está principalmente com os jovens  do meio rural, a quem, nós da extensão rural temos um carinho especial.

Aproveitando parte das mensagens de Natal que recebi, numa delas falava de um homem rico que tinha uma adega de vinhos imensa, e que sempre que os amigos falavam: META O SACA ROLHAS! Vamos tomar um vinho! – ele sempre dava desculpas que estava guardando para uma ocasião especial. Um dia o ricaço morreu em um acidente, e sua esposa rica e bonita, logo achou um jovem que acabou com o estoque de vinhos do falecido.

 Então que em 2018 você META O SACA ROLHAS à vontade, viva bem e seja feliz com o que tem. BOAS FESTAS!!!

Charles Seidel

Eng. Agrônomo, Prof. Universitário. M.Sc. Engª Agrícola. Gestão da água, climatologia e agroeocologia

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